segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

E me vem alguém dizer: Vá em frente, não desista!
E ouço essas palavras com tamanha fé em acreditar que tudo que sinto vale a pena, e vale.
Vale a pena sentir intensamente, querer intensamente, sofrer intensamente, sim, sofrer intensamente... Acredite, cicatriza e purifica, seja lá por qual motivo for.

O não entender talvez seja o mistério que me prende, me fascina.. O ser humano nunca está satisfeito, por isso é efêmero a sensação de se sentir completo.
E não, não quero ter a certeza do que já sei.

Tem momentos na vida que não sabemos onde vamos, apenas vamos... vamos sentindo, vamos doando e vamos.... mas para onde? E alguém quer saber pra onde quando tudo está bem? Só queremos ir...

Lapidar é a palavra certa. Lapidar os sentimentos, lapidar as ações para que a entrega seja bem recebida.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Engraçado como eu sempre volto a esse cantinho quando preciso analisar melhor a minha concepçao de vida... acho que pq aqui sim, posso falar sem pudor o que penso sobre minhas experiências e sobre as experiências alheias, sem precisar me limitar a interpretações errôneas.

Nada como um papel, blogger ou travesseiro para dividirmos pensamentos, afinal, eles não mentem, não julgam e nem muito menos gostam de brincar de telefone sem fio... (brincadeira engraçada mas que dá uma confusão...)
E se alguém se sentir julgado com o que "quer" ler aqui, acredite, não foi culpa do que pensei.

E tenho visto muito coisa últimamente...

Acho que falar tudo que ando vendo não é nem um pouco legal, exatamente por tomar consciência mais uma, de tantas vezes, de que o silêncio é precioso.
Apenas observar e deixar que os erros alheios ensinem meus erros a serem mais cautelosos... contraditório? Precaver-se não necessariamente evita de errarmos, afinal, isso faz parte do ser humano e não há dicionário no mundo que traduza nossos instintos.

Mas é curioso o comportamento de algumas pessoas, e no mínimo, nos serve pra aprendermos a não valorizar certas coisas como a sociedade quer nos influenciar pra que tenhamos outra ótica do que nossos velhos pais quis tanto nos ensinar. Ou não?!

Tenho visto a expressão eu te amo, sendo pronunciada igual a um mero: obrigada!
Desse jeito, no automático!
Do jeito que os pais ensinam aos filhos em conjunto com as fundamentais regras básicas de boa educação.
Por isso tenho que corroborar com uma frase que diz: "Não vulgarize o verbo amar."

Mas pra uma sociedade hipócrita, vulgar mesmo é quem se deita na cama de outrem e sai sem ser "educado".

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A Piada!

Um sujeito vai visitar um amigo deputado e aproveita para lhe pedir um emprego para o filho que tinha acabado de completar o supletivo do primeiro grau.
- Eu tenho uma vaga de assessor, só que o salário não é muito bom..
- Quanto é doutor?
- Pouco mais de dez mil reais!
- Dez mil? Mas é muito dinheiro para o garoto! Ele não vai saber o que fazer com tudo isso não doutor! Não tem uma vaguinha mais modesta?
- Só se for para trabalhar na Assembléia. Meio período. E eles estão pagando cinco mil!
- Ainda é muito, doutor! Isso vai acabar estragando o menino! O senhor não tem um emprego que pagasse uns mil ou até mil e duzentos reais?
- Ter eu até tenho. Mas aí é só por concurso e é para quem tem curso superior em Engenharia, Administração, Medicina, Economia, Direito, Psicologia, Veterinária, Contabilidade, etc. E ainda tem que ter bons conhecimentos em informática, além de Inglês, Francês e Espanhol fluentes…

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A Pessoa Errada












Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, e vivência
E ouve e pensaNão existe uma pessoa certa pra gente
Existe uma pessoa
Que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa
Faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a
gente chama de pessoa certa
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver
Cada momento
Cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo
E só assim
É possível chegar àquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade
Tudo o que ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...

Luis Fernando Veríssimo

terça-feira, 27 de julho de 2010

Relacionamentos Moderninhos

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas que quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação". Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar,também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho.
Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando.
Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.
Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças.
É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar. Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão.O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos.E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer.
É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão."


Arnaldo Jabor